Cuidados no armazenamento de ração


As condições climáticas também merecem atenção quando o assunto é armazenamento de rações. Seja na fazenda ou em comércios, especialmente em locais com grande umidade e, em períodos chuvosos,  nada mais propício para a proliferação de fungos do que um ambiente sem controle de temperatura e umidade. Fungos produzem toxinas que contaminam a ração. Ao serem ingeridas, estas toxinas são capazes de matar o animal, além de comprometer a qualidade da carne e do leite produzidos.

Portanto, o primeiro passo é colocar o alimento em uma área exclusiva. O galpão que serve de depósito para ração e outros grãos não é o lugar mais adequado para guardar outros tipos de insumos. Escolha uma área arejada, iluminada e coberta, porque além de proteger o produto da chuva, o deixará livre da incidência direta de sol.

Quanto à forma de armazenamento, vale lembrar que nunca se deve empilhar as sacas diretamente no chão e também não deixá-las em contato com a parede. A ração deve ficar cerca de 10cm a 15cm acima do solo. Para ajudar, o uso daqueles estrados de madeira, conhecidos como pallets, é muito bem-vindo. Na verdade, o ideal é que haja espaço suficiente para uma pessoa caminhar entre a parede e a pilha de ração.

A limpeza diária evita a presença de roedores, visitantes indesejáveis que podem transmitir a leptospirose, doença que ataca rebanhos bovinos, através da urina. Especialistas afirmam que depois dos fungos e suas microtoxinas, os ratos são o principal problema no armazenamento de ração. Isso acontece, porque o produtor não tem como saber se o alimento está ou não contaminado pela urina do rato. Nesse caso, a recomendação é, além de limpar o local diariamente, é necessário usar produtos específicos para o combate à praga. E, claro! Em caso de suspeita de contaminação, nunca fornecer o alimento aos animais.

No rebanho bovino, a ingestão de ração contaminada por microtoxinas pode provocar desde quadros de perda de apetite até a morte do animal, passando por perda de peso, no caso do gado de corte, e queda da produção leiteira, se o rebanho é leiteiro, e ainda abortos, retenção de placenta e infecções uterinas. Outros sintomas, como tremores de membros, sinais de prostração e danos neurológicos também podem ocorrer, conforme o nível de contaminação do alimento. Portanto, informação você já tem. Ao primeiro sinal de possíveis sintomas, procure um veterinário!

Fonte: Fonte Estadão