Vigilância e educação contra a Febre Aftosa


Doença infecto-contagiosa, aguda e altamente transmissível, a Febre Aftosa já é um problema que ultrapassa as barreiras geográficas. São muitos os fatores que dificultam a erradicação da doença. Entre eles, está o fator econômico. Exemplos recentes apontados pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, revelam que impactos econômicos significativos em decorrência de crises sanitárias em animais, como surto de Febre Aftosa no Reino Unido em 2001, causaram perdas estimadas em US$ 7 bilhões e, no Uruguai, no mesmo ano, chegaram a prejuízos aproximados de US$ 700 milhões.

Transmitida de forma rápida pelo ar, a enfermidade merece total atenção. Muitas vezes, as medidas tomadas, que deveriam ser preventivas com a eliminação ou redução das causas da doença antes do aparecimento de sinais, passaram a ocorrer de forma “secundária”, ou quando a doença já ocorreu.

Assim, é de extrema importância a identificação precoce dos primeiros sinais clínicos, um tratamento rápido e eficiente, eliminando animais contaminados, implantação de animais sentinelas e intensificação da vigilância sanitária.

O futuro do setor da carne (bovina, suína e aves) no Brasil vai depender de alguns elementos e, dentre eles, a questão sanitária é muito importante. Um caminho a seguir é a prevenção. Para isso, é preciso que a vigilância seja intensificada e a educação sanitária, mais eficaz. Dessa forma será possível conscientizar toda a sociedade de que a vacinação é o meio mais eficaz e essencial para o controle e erradicação da doença.

De acordo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, se toda a cadeia produtiva fizer sua parte, será possível, o país ficar livre da Febre Aftosa dentro de pouco tempo.

Fonte: Via Campus